Alejo Ospina vivia de luzes de palco, aplausos, fugas. Hugo Exxtreme era silêncio: montanhas, neblina, respiração contida.
Num show vazio, Hugo apareceu na primeira fila, imóvel. Alejo desceu do palco. “Você é fã?”
“Sou silêncio. Você é barulho.”
“Barulho bonito?”
Hugo quase sorriu. “Talvez.”
Alejo sentou ao seu lado. A plateia dormia. Entre uma nota e outra, descobriram que o amor não precisa de holofotes — às vezes, habita o exato instante em que dois opostos decidem, enfim, se escutar.

