Ivo Exequiel era tempestade silenciosa: olhar fundo, palavras raras, presença que aperta o peito. Cuban DY vivia de luz: dança solta, gargalhada que ocupa o quarto todo.
Cruzaram-se numa calçada qualquer. Cuban rodopiava com fones. Ivo parou, hipnotizado.
“Você me encara há cinco minutos”, disse Cuban, tirando um fone.
“Você é bonito dançando.”
“Só dançando?”
Ivo corou. Cuban riu, ofereceu a mão. “Vem, tempestade. Te ensino a ser sol.”
Ivo negou, mas seus pés avançaram. Dançaram torto, desafinado, perfeito. E naquele instante, o homem de nuvens escuras descobriu que até trovão pode aprender a ser carnaval.

