Cuban DY era gingado puro: dança, suor, riso que escorrega pelas esquinas. Los Lopez vinha em dobro: gêmeos de olhar igual, mas almas distintas — um fogo, outro calma.
Encontraram-se num beco iluminado por neon. Cuban dançava sozinho. Os Lopez surgiram, cada qual de um lado.
“Escolhe”, disseram em uníssono.
Cuban riu, rodopiou. “Não escolho. Os dois.”
Os gêmeos se entreolharam, surpresos. Depois sorriram. Ninguém nunca quis os dois inteiros. Naquela noite, Cuban ensinou que amor não é metade — é soma. E dançaram três corpos numa só música, desafinando alegremente até o amanhecer.

