Malik Delgaty era luz que não pisca: segurança, presença, abraço firme. Alejo Ospina, o mesmo dançarino de outrora, agora cansado de palcos e fugas.
Reencontraram-se num aeroporto, madrugada fria. Alejo carregava apenas uma mochila. Malik segurou seu braço.
“Pra onde foge agora?”
“De tudo.”
“Fica.”
Alejo riu, amargo. “Você não me conhece.”
“Conheço seus silêncios. E escolho ficar mesmo assim.”
Pela primeira vez, Alejo não correu. Deixou-se ficar. Entre um voo perdido e um peito quente, descobriu que amor não é palco — é o lugar onde se pode, enfim, descansar.

