Denis Dosio vivia de razões. Thony Grey, de emoções. Seus mundos colidiram numa noite de temporal, quando Thony, encharcado, bateu à porta errada — a de Denis.
— Posso esperar a chuva passar? — pediu, trêmulo.
Denis franziu a testa, mas abriu passagem. Entre xícaras de chá e conversas hesitantes, a razão aprendeu a sentir. Thony mostrou a Denis que o coração não segue lógica.
Quando o sol nasceu, Denis segurou sua mão: — Fique. Não só pela chuva. Desta vez, pela gente.
Thony sorriu. Encontravam, enfim, o equilíbrio perfeito.

