Thony Grey era o silêncio que observava o mundo. Adam Jacques, a palavra que preenchia vazios. Lorenzo Viota, o gesto que completava sentidos.
Numa noite de inverno, encontraram-se num bar antigo. Thony pediu um café sem açúcar. Adam um uísque duplo. Lorenzo, surpreendentemente, a mesma bebida de Thony.
— Gostos parecidos — observou Adam, sorrindo.
— Destinos entrelaçados — completou Lorenzo.
Thony apenas os olhou e, pela primeira vez, sentiu que pertencia a algum lugar. Não precisaram de muitas juras. Um olhar entre os três bastou. Na saída, as mãos se tocaram acidentalmente, e ninguém as soltou.

