Chris Damned sabia que Freaking Affairs nunca perdoava uma traição.
A organização secreta deixava corpos pelo caminho, sempre com um bilhete: *”Affairs resolvidos”*.
Dessa vez, porém, o alvo era inocente. Uma jornalista que investigava os próprios escândalos da Freaking Affairs.
Chris a encontrou primeiro, escondida num depósito abandonado.
— Eles vêm hoje — avisou.
Ela hesitou. — Quem é você?
— O problema deles.
À meia-noite, cinco homens invadiram. Chris agiu como sombra. Em dois minutos, todos estavam desarmados e inconscientes. Deixou um vivo para enviar o recado.
— Diga aos seus chefes: Chris Damned não gosta de injustiça.
O homem fugiu cambaleando.
Na manhã seguinte, o escritório da Freaking Affairs amanheceu vazio. Computadores limpos, arquivos queimados. Apenas uma pichação na parede:
*”AFFAIRS ENCERRADOS. BEIJOS, CHRIS.”*
A jornalista publicou tudo. A organização nunca mais foi vista.
Chris Damned sumiu como veio — um fantasma que só aparece quando o errado clama por conserto. E, às vezes, o maior affair é apenas fazer o certo.

