Tommy Italiano ajustou a gravata, o saxofone suspenso no peito. Na cobertura iluminada, Chris Damned servia uísque com um sorriso de gelo. De repente, as luzes se apagaram.
Quando reacenderam, um lutador mascarado – Masked Jock – estava sobre a mesa, segurando uma maleta preta. “Taylor Reign manda lembranças”, rosnou.
Chris riu. “Seu cachorro está perdido, amigo.”
Tommy soprou uma nota grave no sax. As janelas explodiram. Pela cortina de fumaça, Taylor Reign entrou, cabelos ruivos flutuando como chamas. Ela não veio pela maleta. Veio pelo saxofone.
“Toque ‘Strade di Sangue’”, ordenou, apontando uma Derringer.
Tommy obedeceu. A melodia ecoou, sinistra. Masked Jock caiu de joelhos. Chris Damned tossiu sangue. Taylor recolheu a maleta e, com um beijo na testa de Tommy, sumiu nas sombras.
Ele guardou o sax e murmurou: “Nunca empresto meu tom para ninguém.” O jazz, afinal, era a única bala que valia a pena.

