Jack Valor e Jack Waters – Jovens putinhos em ação fudendo

O bar estava cheio, mas os dois Jacks se encontraram no balcão, pedindo a mesma cerveja.
— Jack — disse um, estendendo a mão.
— Jack — respondeu o outro, apertando.
O primeiro riu.
— Vai ser confuso.
— Só se a gente se apaixonar.
Jack Valor pousou a garrafa. Jack Waters tinha olhos escuros e um sorriso que parecia esconder segredos.
— E se a gente se apaixonar? — Valor perguntou.
Waters inclinou a cabeça.
— Aí a confusão vira desculpa pra ficar junto.
Conversaram até o bar fechar. Descobriram que um era corretor, o outro arquiteto. Que um odiava praia, o outro amava. Que os dois tinham medo de altura e paixão por filmes ruins.
— Temos muito em comum — Waters observou.
— E muito diferente também.
— Equilíbrio.
Na porta do táxi, Waters segurou a maçaneta, hesitou.
— Quer subir? Pra gente ver no que dá essa confusão?
Valor sorriu.
— Só se a gente combinar uma coisa.
— O quê?
— Quando alguém gritar “Jack”, a gente responde junto.
Waters riu, puxando ele pelo casaco.
— Combinado.
No apartamento, dividiram o mesmo nome, o mesmo espaço, a mesma cama. E descobriram que, às vezes, a confusão é só o começo de algo simplesmente certo.






