Casey Cooper nunca foi de fazer amigos. Preferia a companhia dos livros e do silêncio da biblioteca da escola.
Um dia, encontrou um bilhete dentro de um livro emprestado: “Ajude-me. Sala 203, depois do sinal.”
Casey quase ignorou. Não era seu problema. Mas algo na caligrafia trêmula o fez guardar o papel.
Após o sinal, foi até a sala 203. A porta estava entreaberta. Lá dentro, um garoto novo, Lucas, estava cercado por três valentões.
Casey respirou fundo. Não sabia brigar, mas sabia pensar rápido.
“Professor, é aqui que devolvo as provas?”, disse em voz alta, sem entrar.
Os valentões congelaram. Lucas aproveitou para escapar por trás deles. Quando perceberam o truque, já era tarde.
Do lado de fora, Lucas ofegou: “Por que você fez isso?”
Casey deu de ombros. “Peguei o livro errado.”
Mentira. Ele havia pego aquele livro de propósito na semana anterior. Mas algumas coisas não precisam ser ditas.
Naquele dia, Casey Cooper ganhou algo que nenhum livro podia dar: um amigo.

