AlexTheGr8 vivia de códigos. Carter Collins, de intuição. Um era fã de lógica; o outro, de caos.
Eles se odiavam no fórum até o dia em que um vírus criptografado travou a rede da cidade. Hospitais, trens, tudo apagou.
“Seu firewall é uma piada”, digitou Alex.
“Sua cara é uma piada”, respondeu Carter. Mas aceitou o duelo.
Trabalharam em salas separadas, xingando o tempo todo. Alex decifrou a primeira camada do vírus em três minutos. Carter achou a brecha na quarta. Juntos, reconstruíram o sistema linha por linha — Alex limpando o código, Carter inventando rotas que a lógica sozinha nunca veria.
Às 4h17, a rede voltou.
Silêncio no chat. Depois, Carter mandou: “Não foi horrível.”
Alex respondeu: “Não mesmo.”
Marcaram um café. Discutiram duas horas sobre qual linguagem de programação era melhor. O garçom pensou que iam brigar. Mas, no fim, Carter pagou a conta.
“Até o próximo apocalipse?”, perguntou.
Alex quase sorriu. “Instale um bom antivírus. Aí eu penso.”
Foi o mais próximo de amizade que dois gênios teimosos conseguiram chegar.

