Chris Salvatore e Jake Jordan nunca deveriam ter se encontrado. Chris vivia de golpes finos, Jake de brigas sujas.
Até que ambos tentaram roubar o mesmo carro, na mesma noite, na mesma rua.
“Tira a mão da maçaneta”, rosnou Jake.
“Você nem sabe abrir essa fechadura”, respondeu Chris, já com o grampo na mão.
Cinco segundos depois, a porta abriu. Jake bufou, mas entrou. Dentro do porta-malas, encontraram não um rádio ou dinheiro, mas uma pasta com fotos e um nome: o mesmo homem que havia traído os dois.
Chris ergueu uma sobrancelha. “Parceiros?”
Jake estendeu a mão enorme. “Só até virarmos a esquina.”
Viraram a esquina, depois outra, depois uma ponte, um túnel, uma cidade inteira. O plano deu certo. O homem caiu. E na manhã seguinte, sem combinarem nada, sentaram lado a lado no mesmo bar.
“Até a próxima?”, perguntou Chris.
Jake pediu dois uísques. “Até a próxima.”
E assim Chris Salvatore e Jake Jordan se tornaram a dupla mais improvável — e mais perigosa — da cidade.

