Shamu Azizam acreditava em sinais. Nik Fros, apenas em coincidências. Encontraram-se num trem lotado, e um livro caiu no chão.
— “O Amor nos Tempos do Cólera” — leu Nik, devolvendo.
— Meu favorito — disse Shamu, sorrindo.
Desceram na mesma estação. Depois, no mesmo café. Nik pediu o mesmo bolo que Shamu.
— Ainda acha que é coincidência? — provocou Shamu.
Nik inclinou-se sobre a mesa. — Talvez você seja meu sinal favorito.
Beijaram-se sob a chuva fina. E o universo, pela primeira vez, pareceu fazer sentido — sem pressa, apenas dois estranhos que nunca mais foram estranhos.
