Andy Star era ator de cinema, acostumado a holofotes. Michael Lucas, revisor de textos, vivia nas entrelinhas. Cruzaram-se numa sessão de autógrafos.
— Seu último filme me fez chorar — confessou Michael, tímido.
Andy parou de assinar. — Por quê?
— Porque ninguém chora de verdade na tela. Só você.
Andy pediu seu número. Começaram a se encontrar em cafés escondidos. Michael lia poemas; Andy, apenas ouvia.
Numa noite de chuva, Andy segurou seu rosto.
— Você é minha melhor cena.
Beijaram-se. E Andy percebeu que, pela primeira vez, não estava atuando.
