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Caio Rodrigues and Dave Wikkinson fuck

Caio Rodrigues and Dave Wikkinson fuck

Caio Rodrigues odiava silêncios constrangedores. Dave Wikkinson, por outro lado, os cultivava como jardins raros.

Eram sócios há dez anos em uma pequena editora. Naquela tarde chuvosa, porém, algo estava diferente. O café esfriava entre eles enquanto a máquina de escrever antiga de Dave tagarelava sozinha em cima da mesa.

“Vou me aposentar”, disse Dave, finalmente, sem erguer os olhos do caderno.

Caio deixou a caneta cair. “Você não pode. Quem vai revisar meus textos? Quem vai rir dos meus trocadilhos ruins?”

Dave sorriu — aquele sorriso lento de quem guardava segredos. “Você nunca precisou de mim para nada, Caio. Só não sabia.”

A chuva apertou contra a vidraça. Caio levantou-se, serviu dois cafés novos e empurrou um deles para o sócio.

“Então me ensine a rir sozinho antes de ir.”

Dave pegou a xícara. O silêncio que veio depois não era mais constrangedor. Era apenas um ponto final adiado.