Na pequena livrária de bairro, Jhonguervara69 sempre pedia os mesmos livros de poesia. Até que um dia, o novo atendente lhe entregou um bilhete junto com o pacote.
— Li suas anotações nas margens. Você escreve bem.
Jhonguervara69 corou. Nunca imaginou que alguém lesse seus rabiscos.
Começaram a trocar cadernos, depois cafés, depois toques tímidos. Numa tarde de chuva, o atendente segurou sua mão sobre o balcão.
— Seus versos são lindos. Mas você, ao vivo, é ainda melhor.
E ali, entre estantes empoeiradas, dois estranhos descobriram que amor também se escreve — uma palavra de cada vez.
