Teddy Bryce era silêncio e livros velhos. Troy Daniels, festa e risada fácil. Vizinhos de parede fina, nunca se olharam.
Até que uma madrugada, Teddy ouviu Troy chorando sozinho. Bateu à porta com uma xícara de chá.
— Não precisa fingir que está bem — disse Teddy, sentando-se no chão da sala bagunçada.
Troy encostou a cabeça em seu ombro. — Você sempre foi tão quieto…
— Guardando palavras para quando importassem.
Troy ergueu o olho. Beijou-o devagar, entre um soluço e um sorriso.
Naquela noite, o silêncio e a festa enfim dançaram juntos.
