Alex Ink tatuava sonhos na pele dos outros. Abraham Shehell guardava os seus em silêncio.
Sentaram-se frente a frente no estúdio. “O que deseja eternizar?” perguntou Alex.
“Você”, respondeu Abraham sem hesitar.
Alex gelou. “Isso é loucura.”
“Talvez. Mas o amor nunca foi racional.”
Naquela noite, a máquina vibrou suavemente sobre a pele de Abraham. Uma pequena âncora — símbolo de quem finalmente encontra seu porto.
Ao terminar, Abraham tocou o rosto de Alex. “Agora você está em mim para sempre.”
Alex sorriu, sentindo-se, pela primeira vez, realmente eterno.
