Kaell Fernandes e John Thomas eram parceiros improváveis. Kaell, um hacker quieto de dedos ágeis, e John, um ex-detetive de risada estrondosa.
Numa noite chuvosa, um sinal de socorro piscou na tela de Kaell. “É do museu antigo”, sussurrou. John pegou o casaco. “Então vamos.”
Encontraram o lugar escuro, exceto por uma luz trêmula no salão dos fósseis. Um curador estava preso sob uma vitrine que caía. Acima, o esqueleto de uma baleia pré-histórica rangia perigosamente.
Kaell deslizou por baixo da vitrine, seu corpo pequeno encaixando-se perfeitamente. “Levanta no três”, rosnou John, músculos tensos ao erguer a estrutura pesada. Kaell puxou o homem para fora, no exato instante em que os ossos da baleia desabavam atrás deles.
A poeira baixou. O curador agradeceu ofegante. John deu um tapinha nas costas de Kaell, quase o derrubando. “Nada mal, garoto.”
Kaell ajustou os óculos, um sorriso raro surgindo. “Nada mal você também, velho.”

