Paolo Bruni and Cody Seiya flip fuck
A oficina de relojoaria fechava suas portas após cinquenta anos. Paolo Bruni, o último mestre relojoeiro da cidade, guardava ferramentas com a lentidão de quem despede-se de um amigo.
O sino na porta tilintou. Cody Seiya entrou, capa de chuva pingando no assoalho de madeira.
“Ainda atende?”, perguntou, segurando um relógio de bolso amarrotado.
Paolo examinou a peça com lentes de aumento. “Este relógio… não é fabricado há oitenta anos. De onde o tirou?”
“Meu avô. Disse que veio de um italiano que fugiu da guerra. Que guardava um segredo no mecanismo.”
Os dedos de Paolo tremeram. Ele abriu o fundo do relógio com uma chave minúscula. Dentro, um microfilme enrolado como uma pétala de prata.
“Seu avô chamava-se Enzo?”, perguntou Paolo, a voz sumindo.
Cody empalideceu. “Como sabe?”
“Porque eu que entreguei este relógio a ele. Em 1944. Com a promessa de que um dia… alguém viria buscar a verdade.”
Paolo colocou o microfilme sobre a bancada, a luz revelando nomes, datas, uma lista de inocentes salvos e heróis esquecidos.
“Não era segredo”, sussurrou. “Era um testamento.”
Cody guardou o filme com cuidado. “Vou terminar o que ele começou.”
O velho sorriu pela primeira vez em anos. “Então minha oficina não fecha hoje. Apenas… muda de endereço.”






