Tony Genius e Christopher White fudendo muito
A biblioteca da universidade estava deserta no feriado. Tony Genius ocupava a mesa do canto, rodeado de livros de filosofia, quando Christopher White apareceu vindo dos corredores de exatas.
— Você é o Tony, né? O cara que responde todas as perguntas do professor?
Tony ergueu os olhos, meio incomodado.
— Depende. Você vem me zoar ou pedir ajuda?
Christopher sentou na cadeira da frente, sem cerimônia.
— Vim te perguntar por que você nunca vai às festas.
— Não gosto de multidão.
— E de quê você gosta?
Tony pousou a caneta. Christopher tinha olhos azuis e um sorriso preguiçoso que parecia fora de lugar entre estantes empoeiradas.
— De silêncio. De livros. De respostas certas.
— Respostas certas são chatas — Christopher provocou. — Prefiro perguntas.
— Tipo?
Christopher inclinou o corpo pra frente.
— Tipo: o que você faria agora se eu te convidasse pra tomar um sorvete?
Tony demorou um segundo.
— Diria que sorvete estraga a dieta.
— E se eu dissesse que tem uma sorveteria aberta 24 horas e que eu só queria continuar essa conversa?
Tony fechou o livro.
— Aí eu diria que você perdeu a tarde inteira tentando me convencer a sair da biblioteca.
Christopher riu.
— E funcionou?
Tony levantou, pegando a mochila.
— Vamos logo. Mas se o sorvete for ruim, a culpa é sua.
Na sorveteria, dividiram a mesma casquinha. E Tony descobriu que algumas perguntas eram melhores que todas as respostas.






