Rhys Jagger e Alan Cartier – Foda com o brother gostoso
A boate estava lotada, mas Alan Cartier só enxergava uma pessoa: o homem de jaqueta de couro encostado no balcão, tomando whisky como quem esperava alguém.
— Esse é Rhys Jagger — avisou a amiga. — Lenda viva do rock. E problemático.
Alan pediu uma cerveja e ficou observando. Rhys acendeu um cigarro, exalou a fumaça devagar, e seus olhos encontraram os de Alan no meio do caminho.
Ninguém desviou.
Uma hora depois, estavam no beco dos fundos, longe do barulho.
— Você não parece o tipo de pessoa que frequenta esses lugares — disse Rhys, a voz rouca.
— E você parece exatamente o tipo de pessoa que eu deveria evitar.
Rhys riu, baixo.
— E por que não evita?
Alan deu um passo à frente.
— Porque quando você me olhou lá dentro, parecia que o resto do mundo tinha sumido.
O silêncio pesou. Rhys apagou o cigarro contra a parede.
— Você tem razão. Sumiu.
Na manhã seguinte, Alan acordou com um bilhete no criado-mudo: “Não some também. Beijo, Rhys.”
E, pela primeira vez na vida, Rhys Jagger acordou querendo ficar.






