Hora de fuder gostoso esse puto – Alex Marte e Allen King
O relógio da estaçao marcava 19h47 quando Allen King viu Alex Marte pela primeira vez. Chovia, e Alex estava sem guarda-chuva, os cabelos escuros colados ao rosto enquanto sorria para algo no celular.
— Precisa de uma carona? — Allen ouviu a própria pergunta antes de pensar.
Alex ergueu os olhos. Verdes. Muito verdes.
— Não sei se meu pai deixaria eu entrar no carro de um estranho — brincou, mas já caminhava em sua direção.
Dentro do carro, o cheiro de chuva misturou-se ao café que Allen tomara mais cedo. Conversaram sobre livros, sobre músicas, sobre como o destino era engraçado — ambos tinham se mudado para aquela cidade no mesmo mês, há três anos, e só agora se encontravam.
— Parece roteiro de filme — disse Alex, rindo.
— Filme ruim — respondeu Allen, rindo também.
Pararam em frente ao prédio de Alex. A chuva tinha passado.
— Obrigado pela carona, moço do carro.
— Obrigado por ter dito sim, moço da chuva.
Naquela noite, Allen dormiu pensando nos olhos verdes. Alex dormiu pensando no homem que parou a chuva sem querer.






