JkabEthanDale & Beau Butler

Beau Butler encontrou o envelope pregado na porta de casa. Dentro, um papel amassado com um nome: JkabEthanDale.
Ninguém usava aquele nome. Ninguém exceto quem não queria ser encontrado.
O bar estava vazio quando Beau entrou. Pediu uma cerveja, sentou de costas para a parede e esperou.
Uma hora. Duas.
Quando o relógio marcou meia-noite, a porta rangeu.
O homem era mais velho do que Beau imaginava. Cabelo grisalho, olhos que já tinham visto coisas piores do que aquela noite. Sentou na mesa ao lado sem pedir licença.
— Você é Beau?
— Depende de quem pergunta.
O homem sorriu, cansado.
— Meu nome é comprido demais pra essa hora. Mas pode me chamar de Dale.
— O papel dizia JkabEthanDale.
— O papel diz muita coisa.
Beau esperou.
Dale inclinou a cabeça.
— Seu pai me devia um favor. Vim cobrar.
— Meu pai morreu há dez anos.
— Eu sei. Fui eu que enterrei ele.
O silêncio pesou. Beau apertou o copo.
— Onde?
Dale apontou com o queixo para a estrada deserta lá fora.
— A duas milhas daqui. Debaixo do Carvalho Velho.
Beau não perguntou como. Não perguntou por quê. Só levantou, pegou o casaco e disse:
— Então me leva lá.




