Rhys Jagger e Nate Donaghy em uma putaria gostosa
O show tinha acabado, mas a energia ainda vibrava no ar. Rhys Jagger desceu do palco encharcado de suor, o baixo pendurado no ombro, quando esbarrou em alguém nos bastidores.
— Cuidado — disse uma voz calma.
Rhys ergueu os olhos e deparou com o homem mais bonito que já vira. Jeans surrado, camisa xadrez amarrada na cintura, e um sorriso que parecia saber de todos os segredos do mundo.
— Você é… — Rhys começou.
— Nate Donaghy. Vim com meu irmão. Fã de rock, não necessariamente seu.
Rhys riu, surpreso.
— Honesto. Gosto disso.
Nate deu de ombros.
— Mentir dá trabalho.
Silêncio. O burburinho dos técnicos desmontando o palco sumiu.
— Quer uma cerveja? — Rhys ofereceu.
— Quer dizer que depois de anos ouvindo suas músicas, você finalmente me oferece uma cerveja?
Rhys parou.
— Anos?
Nate sorriu, dessa vez mais tímido.
— Meu irmão não sabe, mas eu vim por você. Sempre quis te ver de perto.
Rhys sentiu o chão sumir. Não pelo fã. Pela forma como Nate disse “você”, como se fosse a única palavra importante.
— Então fica — Rhys pediu, baixo. — Fica depois da cerveja.
Nate ficou. Ficou naquela noite, na manhã seguinte, e em todas as que vieram depois.






