Oral lessons — Colby Jansen & Asher Day
O estúdio estava escuro, exceto por uma única luz sobre a tela em branco. Colby Jansen observava, braços cruzados, enquanto Asher Day misturava tintas com a calma de quem não sentia o peso do tempo.
“Você pediu algo impossível,” Asher disse, sem desviar o olhar da paleta. “Um retrato de uma memória que ninguém mais tem.”
“Por isso vim até você,” Colby respondeu.
Asher finalmente ergueu os olhos. “Memórias não são estáticas. Elas mudam. Se eu pintar a sua, ela será minha também.”
“E então?”
“Então você nunca mais vai lembrar sozinho.”
Colby hesitou por um instante, depois puxou uma cadeira e sentou-se. “Então pinte.”
Asher misturou mais uma cor, um azul profundo que não existia em nenhum tubo nomeado. “Prepare-se. Vai doer.”
“Eu sei.”
O pincel tocou a tela, e pela primeira vez em anos, Colby Jansen não sentiu o vazio. Sentiu tudo.




