Colt Spence & Preston Anthony – Loading Up My Cum Dump

A chuva tamborilava no telhado de zinco da delegacia, um ritmo monótono que parecia embalar toda a cidade no sono. Colt Spence inclinou a cadeira para trás, as botas apoiadas na mesa, e observou a fumaça do cigarro dançar até o teto.
— Podia ser pior — disse, quebrando o silêncio.
Preston Anthony nem levantou os olhos do jogo de paciência que organizava sobre o balcão.
— Podia estar a nevar.
Colt sorriu, um movimento lento dos lábios.
— Isso é coisa tua, Preston. Sempre a ver o lado mais frio das coisas.
— Realista — corrigiu Preston, virando uma carta. — Chama-se realismo.
O relógio na parede marcava quase meia-noite quando o telefone rasgou o sossego. Preston atendeu, ouviu por instantes, e desligou sem dizer palavra.
— Parece que o realismo vai ter de esperar — murmurou, alcançando o sobretudo. — Há problemas no saloon.
Colt levantou-se, esticando as costas com um estalo.
— Sempre a mesma coisa. Bebem, jogam, esquecem-se de que há leis.
— E nós lembramos — completou Preston, abrindo a porta para a noite encharcada.
A cidade dormia. Apenas dois xerizes caminhavam na direção da próxima confusão, os passos ecoando na rua vazia.




