Calvin Banks and Taylor Reign flip fuck poolside

Calvin Banks vendia sonhos usados. Não metaforicamente — sonhos mesmo, daqueles que as pessoas têm enquanto dormem, guardados em frascos de vidro na sua banca do mercado.
— Sonho de voar, quase novo, só usaram uma vez — anunciava, sem grande convicção.
Taylor Reign parou em frente à banca. Não parecia cliente. Parecia fiscalização.
— Isso é ilegal — disse Taylor, baixinho.
— Tudo é ilegal uma vez.
Taylor apontou para um frasco dourado, poeira a rodar lá dentro.
— Esse. Quanto?
Calvin hesitou. Aquele era especial. Sonho de voltar atrás. Raro, perigoso.
— Não vendo esse.
— Então não vendo nada.
Taylor Reign puxou um crachá. Polícia dos Sonhos. Calvin suspirou. Devia ter adivinhado pelo olhar — gente que fiscaliza sonho nunca sonha, só vigia o dos outros.
No caminho para a viatura, Taylor perguntou:
— Já sonhaste comigo?
Calvin não respondeu. Mas no frasco dourado, ainda na banca, a poeira rodava mais depressa.






