Alex Ink fucks The Occitan Prince

Alex Ink não acreditava em príncipes. Muito menos em príncipes occitanos.
Por isso, quando o homem apareceu na porta de seu apartamento com uma coroa torta na cabeça e sotaque de outro século, Alex quase fechou a porta.
— Sou eu. O teu destino — disse o príncipe, como se aquilo explicasse tudo.
Alex Ink era tatuador. Passava os dias preenchendo a pele alheia com histórias que não eram suas. O príncipe entrou, sentou-se na cadeira e apontou para o braço nu.
— Preciso que me desenhes um mapa.
— Que mapa?
— O caminho de volta.
Alex Ink pegou as agulhas. Enquanto trabalhava, o príncipe contou-lhe sobre um reino que já não existia, sobre trovadores e batalhas perdidas. As palavras escorriam como tinta.
Quando terminou, o braço do príncipe era um atlas de lugares extintos. Ele olhou para o desenho, depois para Alex.
— Agora sei onde fica.
E sumiu.
Alex Ink ficou ali, sozinho, com a agulha ainda zumbindo na mão. Na parede, a coroa torta pendurada. Dentro do peito, um caminho recém-aberto para casa.






