SilverNewGrey encostou a testa na de Eli Thorne, a tarde caindo lá fora, mas dentro daquele quarto só existia o agora.
— Eu não sabia que o amor podia ser assim — Eli confessou, a voz quase um sussurro.
— Assim como? — Grey perguntou, os dedos traçando devagar o rosto do outro.
— Assim… calmo. Como se nada mais precisasse ser resolvido.
Grey sorriu, aquele sorriso que só Eli conhecia. E era verdade: entre eles não havia jogos, nem pressa. Havia o silêncio confortável das manhãs de domingo, a segurança de quem finalmente encontrou um lar em outro ser humano.
SilverNewGrey puxou Eli para mais perto, o abraço dizendo tudo o que as palavras não alcançavam.
— Você é a minha melhor escolha — Grey disse baixo. — Não a mais fácil. A melhor.
Eli fechou os olhos, sentindo o coração bater contra o peito de Grey. Nenhum amor precisa ser grandioso para ser verdadeiro. Às vezes, ele mora nos detalhes: no jeito de segurar a mão, na pausa antes de um beijo, na certeza de que, ao lado certo, a gente finalmente descansa.
E ali, nos braços um do outro, SilverNewGrey e Eli Thorne tinham todas as respostas de que precisavam.




