Tony Castelli e Drew eram parceiros em uma última missão. O céu sobre a cidade brilhava em tons alaranjados, mas a fumaça dos escombros toldava a visão.
“Vai, Drew! Eu seguro este lado!” gritou Tony, enquanto sustentava uma viga de aço prestes a desabar.
Drew hesitou. “Sem você, não saio.”
“Não seja teimoso. Vá!”
Drew obedeceu, arrastando a família ferida para fora do prédio condenado. Quando voltou, o silêncio era absoluto. Encontrou Tony debaixo da viga, imóvel, mas com um sorriso leve no rosto. Nos braços de Tony, um gatinho preto respirava ofegante, vivo.
Drew caiu de joelhos, sufocado pela poeira e pela perda. Pegou o gatinho, que miou baixo, como um eco da bravura de Tony.
Anos depois, Drew ainda contava a história. E todo final de tarde, sentado na varanda, com o agora grande gato preto no colo, sussurrava: “Descanse, parceiro. A gente cuida daqui.”
