Peter Pean e Adam Tyme não mediam o tempo que passavam juntos. Para Peter, cada segundo ao lado de Adam era uma eternidade desejada; para Adam, cada minuto sem Peter era um tique do relógio que doía demais.
Eles se conheceram em um fim de tarde qualquer, quando o sol tingia o céu de laranja e os ponteiros pareciam dançar mais devagar. Peter sorriu primeiro, Adam correspondeu, e ali, naquele instante breve, o universo resolveu parar.
— Você me faz esquecer das horas — disse Adam, com a voz macia.
— E você me faz querer vivê-las todas — respondeu Peter, entrelaçando seus dedos.
O amor deles não cabia em calendários. Era feito de olhares demorados, de silêncios compartilhados, de promessas sussurradas na madrugada. Adam ensinou Peter que o tempo não é inimigo quando se ama de verdade. E Peter mostrou a Adam que até o mais frio dos relógios pode aprender a bater no ritmo de um coração apaixonado.
Juntos, descobriram que o amor não se mede em horas, mas em encontros. E o deles, Peter e Adam, era o tipo que faz o tempo valer a pena.

