James Ash e Derek Kage não se encontraram por acaso. Encontraram-se porque o universo, cansado de esperar, resolveu agir.
James era fogo contido, brasa que ardia por baixo da pele. Derek era noite e mistério, sombra que aprendera a dançar sozinha. Quando se olharam pela primeira vez, algo entendeu: cinza e escuridão não precisam de luz para se amar. Precisam apenas um do outro.
— Você não tem medo de mim? — perguntou Derek, com a voz baixa de quem já ouviu muitos “não”.
— Medo? — James sorriu, aproximando-se. — Eu tenho medo é de nunca mais te ver.
Derek mostrou a James que a escuridão pode ser um abrigo, não uma ameaça. James mostrou a Derek que cinzas ainda guardam brasa — e que brasa acende qualquer noite. Juntos, aprenderam que amor não é sobre clareza. É sobre escolha. E eles se escolheram todas as vezes, em todos os silêncios, em todos os recomeços.
James Ash e Derek Kage: fogo que queima sem consumir, noite que acolhe sem apagar. E assim, completos.

