Lascars domi avec une grosse bite démonte le cul d’un passif – Jason Smith & Bastian Karim
Jason Smith chegou à vila num carro alugado, mapa no banco do passageiro, pressa no olhar. Procurava o avô que nunca conhecera. Um tal Bastian Karim.
Na praça, viu um homem sentado num banco, acordeão nas mãos, dedos lentos como quem não tem mais nada para fazer na vida.
– Com licença – Jason aproximou-se, sotaque americano a cortar o ar. – Procuro um tal de Bastian Karim.
O homem parou de tocar.
– Quem pergunta?
– Sou Jason Smith. O meu avô era… quero dizer, a minha mãe disse que o pai dela…
Bastian olhou-o de cima a baixo. Os olhos eram velhos, mas viam tudo.
– A tua mãe chama-se Maria?
Jason engoliu em seco.
– Chamava. Morreu há dois meses.
O silêncio encheu a praça. Bastian baixou o olhar para o acordeão. As mãos tremeram um pouco.
– Mandei cartas – disse, por fim. – Durante anos. Ela nunca respondeu.
– Ela guardou todas – Jason sentou-se no banco, ao lado. – Encontrei-as numa caixa de sapatos. Por isso vim.
Bastian não disse nada. Começou a tocar baixinho. Uma melodia triste, lenta. Jason reconheceu. A mãe cantarolava aquilo quando ele era pequeno.
Nunca precisaram de mais palavras.
Ali ficaram. Avô e neto. Um acordeão e uma tarde inteira pela frente.






