Rapha Hung e DougDeepX são tesudos e adoram uma foda

A boate pulsava em vermelho e preto. Rapha Hung encostou no balcão, o uísque intacto, os olhos percorrendo a pista sem encontrar nada que valesse a pena. Música alta, corpos suados, a mesmice de sempre.
— Não dança?
A voz veio de trás. Rapha virou-se. Um homem alto, terno preto, camisa aberta, um sorriso que parecia conhecer todos os segredos do mundo.
— Não encontrei motivo.
— DougDeepX — o homem estendeu a mão. — Posso ser seu motivo?
Rapha riu, mas aceitou a mão. Doug puxou-o para a pista, mas não dançaram. Ficaram parados no meio da multidão, se olhando, enquanto o mundo girava ao redor.
— Você é diferente — Rapha disse, quase gritando para vencer o som.
— Você também.
Saíram para a rua. O ar frio abraçou seus corpos quentes. Sentaram numa escada qualquer, dividiram um cigarro, dividiram histórias. Doug falava de viagens, Rapha de fotografias. A noite avançou, o cigarro acabou, mas eles continuaram ali.
Quando o sol nasceu, Doug apoiou a cabeça no ombro de Rapha.
— Posso ficar?
Rapha sorriu, passou a mão em seus cabelos.
— Já está.






