BR EX-BBB JUNINHO MOTOBOY engoliu pica de seguidor e chupou gostoso

O sol das dez da manhã já castigava o asfalto. Juninho Motoboy estacionou a CG 150 na sombra do único poste da rua e puxou o celular do bolso da calça jeans.
– Alô, seu moço? É o Juninho. Tô aqui, mas não tô achando o número 47.
Do outro lado da linha, uma voz de idosa, meio tremida, tentou explicar:
– Filho, é a única casa amarela. Mas tem uma mangueira na frente.
Juninho olhou a rua. Todas as casas eram amarelas, todas tinham mangueiras.
– Dona, aqui só tem casa amarela e mangueira.
Houve um silênho. Depois, a voz voltou, mais doce:
– É a com o portão azul, moço. O azul desbotado. Meu Antônio que pintou, faz dez anos.
Juninho varreu a rua com os olhos. Lá no final, um azul quase cinza, lutando contra o tempo. Sorriu.
– Achei, dona. Já tô indo.
Entregou a marmita. Antes de ir embora, olhou o portão. Azul desbotado. Pensou no Antônio. Pensou no pai dele. Deu partida e seguiu, levando o sol nas costas.




