Dato Foland and Turkish Twunk fuck
O problema com o Turkish Twunk, Dato Foland descobriu, era que ele simplesmente não parava de sorrir. Mesmo agora, com a van quebrada no meio do deserto da Nevada e o sol transformando o asfalto numa miragem, ele exibia aquela perfeição de dentes brancos como se estivesse posando para uma revista.
— Bateria da van morreu — anunciou Dato, limpando o suor da testa calva. — E sinal de celular? Zero.
Turkish Twunk inclinou a cabeça, os cachos loiros brilhando como um comercial de shampoo.
— Isso é tão… aventura, sabe?
Dato apertou os olhos. Havia contratado o rapaz como assistente por duas razões: era forte e não falava muito. Mas nos últimos dias, descobrira que “não falar muito” significava, na verdade, falar apenas frases motivacionais de calendário.
— Aventura é uma palavra. Desidratação é outra.
— Mas olha a paisagem! — Turkish apontou para as montanhas ao longe. — Tão épico.
Dato suspirou, abrindo o capô. Uma nuvem de fumaça quente atingiu seu rosto.
— Sabe o que mais é épico? — resmungou, mexendo em fios soltos. — Sobreviver.
Duas horas depois, quando um caminhoneiro os resgatou, Turkish Twunk ainda sorria.
— Viu? O universo sempre conspira.
Dato apenas balançou a cabeça, pensando no próximo assistente. Talvez alguém mais cínico. E menos fotogênico.




