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Igor Lucios, Milo Galician, and Igor Miller

Igor Lucios, Milo Galician, and Igor Miller

Igor Miller conhecia todas as manhas do concreto. Igor Lucios dominava os segredos do aço. Milo Galician era o mais novo, aprendia os dois, olhos atentos e mãos rápidas.

Na obra, eram apenas “os Igors e o guri”. Almoçavam juntos no mesmo tambor, dividiam café e histórias.

Um dia, a viga mestra cedeu. O andaime onde Milo trabalhava inclinou, e ele despencou entre ferros retorcidos. Os dois Igors viram juntos, correram juntos, chegaram juntos.

Miller segurou a ferragem que ameaçava cair. Lucios puxou Milo pelos braços, tirando-o dos escombros. Quando tudo parou, os três estavam no chão, ofegantes, sujos de pó e suor.

Milo olhou para um, depois para o outro.

— Vocês são loucos. Poderiam ter morrido.

Miller limpou o sangue de um corte no braço.

— Tu é novo. A gente cuida.

Lucios passou a mão na cabeça do guri, o gesto bruto e doce.

— Na obra, a gente se vira. Mas vocês dois… vocês são minha família.

Naquele dia, sentaram no tambor como sempre. Mas o círculo estava mais apertado. Mais quente. Mais casa.