JD Montoya fucks Matias Uribe
O vento sul trazia cheiro de maresia e ferrugem. No píer abandonado, JD Montoya ajustou o binóculo, a camisa xadrez tremulando contra o peito.
— Nada. Só gaivotas e espuma.
Matias Uribe, mais jovem, sentou-se sobre uma caixa de madeira, dedos tamborilando em um bloco de anotações.
— O velho Vasquez não mentiria. Ele viu luzes dançando sobre as ondas na noite da tempestade.
JD baixou o binóculo, um sorriso cansado nos lábios.
— Tu e tuas histórias, Matias. És como uma criança à espera do impossível.
— Não é impossível — retrucou Matias, apontando para um ponto distante. — É apenas… impreciso.
O sol poente incendiou o horizonte. Por um instante, entre o céu e o mar, algo cintilou. Não era reflexo de barco, nem ave. Algo vivo, metálico e silencioso.
JD prendeu a respiração.
Matias sorriu, rabiscando furiosamente no bloco.
— Impreciso, eu disse. Mas não mentiroso.
O fenômeno mergulhou nas ondas sem deixar rastro. Apenas os dois, o vento e a certeza recém-nascida de que o mar guardava segredos que a terra jamais entenderia.




