Liam Harding, Zalthy Sanz, Lucas Mancini – Intense Latin trio!

Liam Harding afinava pianos para viver, mas nunca aprendera a harmonizar o próprio coração. Desde que Zalthy Sanz se mudara para o andar de cima, as notas dançavam fora do tom sempre que ela passava.
Zalthy pintava mundos que ninguém via. Nas telas, escondia mensagens para um destinatário imaginário — até encontrar, numa tarde de chuva, um envelope sob a porta. Dentro, uma folha de caderno: *”Os teus olhos têm a cor exata da música que ainda não escrevi.”* Assinado: Lucas Mancini.
Lucas escrevia poemas nas guardanapos do café onde trabalhava. Deixava-os espalhados, como quem semeia. Nunca imaginara que um deles chegasse a Zalthy — nem que Liam o lesse por cima do ombro dela, numa esplanada.
— És tu o Lucas? — perguntou Zalthy, o papel a tremer-lhe nos dedos.
Liam observava, a few mesas de distância. Viu o momento exato em que Lucas acenou que sim. Viu Zalthy sorrir. E sentiu o coração desafinar para sempre.
Mas então Lucas levantou-se. Caminhou até Liam.
— Escrevi aquilo para ela — disse baixo. — Mas a música… essa é tua. Sempre foi.
Liam olhou para Zalthy, que os observava dos dois, os olhos cor de poema.
— Há amor para todos — disse ela. — Se deixarmos.
E na tarde seguinte, os três tomaram café juntos. E ninguém ficou desafinado.




