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Fucked in the parking garage – Alex Ink, Ander Vizallati, Ricky Hard – a threesome

**O Poeta e o Carteiro**

Na cidade cinzenta de Solva, as pessoas trocavam cartas de amor por mensagens instantâneas, e os selos eram relíquias de um tempo esquecido. Alex Ink era a exceção. Trabalhava em uma pequena livraria mofada, “A Página Desbotada”, e passava as noites escrevendo cartas que nunca enviava. Suas palavras eram densas, carregadas de uma melancolia poética que manchava o papel como tinta derramada.

Ander Vizallati era o oposto. Carteiro da mesma rota há dez anos, conhecia cada rosto atrás de cada janela. Seu sorriso era um raio de sol que cortava a neblina matinal, e seus olhos cor de avelã pareciam catalogar não apenas endereços, mas a alma das ruas. Ander acreditava no poder do toque humano, no peso de um envelope nas mãos, na promessa contida em um carimbo.

Ricky Hard era o dono do bar mais barulhento da cidade, “O Martelo”. Tudo nele era duro: as mãos calejadas, o sorriso desafiador, o coração que ele mantinha trancado a sete chaves atrás de uma fachada de cerveja barata e piadas altas. Ricky e Alex haviam sido algo, uma vez. Um amor intenso e abrasivo que terminou em cinzas e palavras afiadas como estilhaços de vidro. Ricky não escrevia cartas; ele marcava pessoas como ferro em brasa marca o couro.

Um dia de outono, Alex, num ato de coragem ou loucura, selou uma de suas cartas. Não tinha endereço de destino, apenas um nome: “Para Quem Encontre a Beleza nas Coisas Simples”. Ele a deixou cair no velho correio vermelho na praça.

A carta caiu nas mãos de Ander. Ele a leu, parado sob uma árvore dourada. As palavras falavam de solidão, da cor do céu antes da chuva, do cheiro de livros velhos. Tocaram algo profundo nele, algo que seu sorriso constante raramente mostrava. Ander não tinha remetente, mas tinha a letra: uma caligrafia inclinada e dramática que ele reconheceu das pilhas de livros da livraria esquecida.

Começou a entregar pequenas respostas. Um cartão postal com uma foto de um pássaro raro, um poema de Neruda marcado, uma flor prensada de uma das suas caminhadas. Sempre anônimas, sempre deixadas na mesa de canto da livraria onde Alex escrevia.

Alex sentiu o mundo ganhar cor. Suas cartas, agora endereçadas ao “Carteiro das Coisas Belas”, tornaram-se menos sombrias, cheias de perguntas e esperança. Um diálogo silencioso floresceu através do papel, construindo uma ponte frágil e encantadora sobre o vazio da cidade.

Até que Ricky viu Alex sorrindo sozinho para um envelope amarelo. O velho ciúme, duro e frio como pedra, despertou. Uma noite, após fechar o bar, ele confrontou Alex. “Escrevendo mais besteiras para ninguém?”, sua voz ecoou na rua vazia. Alex, protegendo as cartas como um tesouro, enfrentou-o. “É mais real do que tudo o que tivemos, Ricky. Você só sabe quebrar, não construir.”

A discussão foi áspera. Ricky partiu, sentindo a amargura da verdade. No dia seguinte, ele foi ao centro de correios. Por acaso, ou destino, viu Ander organizando sua bolsa, com um envelope da cor do céu na mão. Reconheceu a caligrafia. Tudo se encaixou.

Ricky poderia ter arruinado tudo. Em vez disso, com uma dor que o surpreendeu, fez outra coisa. Comprou um único selo, o mais bonito que encontrou, e escreveu num pedaço de papel: “Ele trabalha na livraria ‘A Página Desbotada’. O nome dele é Alex. Merece a felicidade que você lhe traz.” E meteu a nota no bolso de Ander, quando este não estava a ver.

Ander encontrou a nota. Leu. E, pela primeira vez, hesitou. A magia do anonimato estava quebrada. Naquela noite, ele não deixou um cartão ou poema. Parou à frente da livraria. Alex estava lá, arrumando os livros na vitrine. Seus olhos se encontraram através do vidro, e um reconhecimento silencioso pairou no ar. Ander entrou, o sino da porta tilintando suavemente.

“A carta sobre o céu antes da chuva…”, Ander começou, nervoso.
“… foi a primeira que você respondeu com a foto do melro-azul”, Alex completou, a voz um sussurro.

Não houve necessidade de mais palavras. Ricky, do outro lado da rua, observou da porta do “Martelo”. Viu Alex sorrir, um sorriso verdadeiro que nunca lhe dera. E algo duro dentro dele, talvez não quebrado, mas amoleceu o suficiente para permitir um suspiro de alívio. Ele voltou para o bar, para sua solidão barulhenta, sabendo que algumas histórias não são nossas para viver, mas apenas para entregar, no endereço certo.

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