Greek Sub And Turkish Alpha Part 1 – Attila, Gio Pilos
Chovia finamente em Budapeste quando Attila decidiu refugiar-se na sua livraria preferida, “O Baluarte”. Era um lugar antigo, de tetos altos e cheiro de papel envelhecido, onde ele passava tardes a organizar mentalmente o mundo entre prateleiras de História. Especialista no período Huno, ele era metódico, quieto, de olhos que pareciam guardar segredos de batalhas antigas.
Na seção de poesia italiana, um vulto mais animado chamou sua atenção. O homem gesticulava suavemente para si mesmo, folheando um volume de Ungaretti, e murmurando os versos em italiano. Tinha cabelos escuros e cacheados que pareciam desafiar a gravidade, e um sorriso tão fácil que iluminava o canto sombrio. Attila observou, intrigado pela contradição entre aquele fervor mediterrâneo e o tom cinzento da tarde húngara.
O estranho, notando o olhar fixo, ergueu os olhos. “Perdão”, disse em inglês com um sotaque musical. “É que às vezes a poesia pede para ser ouvida, não apenas lida, sabe?”
Attila assentiu, sem jeito. “Entendo. Você… visita?”




