Chris Damned and Xavi Aragon – sucking, jerking, and worship
Crie uma história de amor pequena com os nomes Chris Damned and Xavi Aragon
Era consenso entre os vivos e os mortos: Chris Damned não tinha alma. Ou, se tinha, era um negrume retorcido, uma coisa feita de cicatrizes e ressentimento. Ele era o Ceifador, um mercenário sobrenatural que navegava nas águas turvas entre o mundo real e o Pântano das Almas Perdidas. Sua arma, uma foice forjada de obsidiana e ódio, cortava tanto a carne quanto o espírito. Ele trabalhava para a Morte, uma entidade burocrática e exigente, coletando almas que teimavam em escapar do destino. Chris era eficiente, frio e completamente só.
Até o dia em que a ordem foi clara: Xavi Aragon. Um nome que dançava na língua, suave e quente, em completo contraste com a frieza de suas missões. O alvo era um artista, um pintor que, segundo os registros etéreos, tinha sua data marcada há décadas, mas cuja alma inexplicavelmente resistia a ser chamada.
Chris encontrou Xavi em um estúdio banhado pelo sol da tarde. A luz entrava por uma claraboia, iluminando a poeira que dançava no ar como partículas de ouro. E no centro daquele caos de telas, tintas e beleza, estava ele. Xavi não pintava paisagens ou retratos comuns; ele pintava portais. Em suas telas, o céu não era azul, era um roxo profundo salpicado de constelações desconhecidas; as árvores tinham raízes que mergulhavam em rios de estrelas. Ele pintava a alma das coisas, não a sua forma.




