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SilverTNewGrey fucks NaiNoi

O Mundo Cinza era perfeito. Uma harmonia silenciosa de linhas limpas e superfícies lisas, tudo banhado no tom oficial: SilverTNewGrey. Não era prata, nem aço, nem o cinza das nuvens de chuva. Era a cor do equilíbrio final, da emoção neutralizada, do pensamento puro. A cor que havia substituído todas as outras após o Grande Consenso.

Neste mundo, a música era matemática auditiva. A arte, padrões geométricos generativos. As pessoas vestiam-se em variações sutis de SilverTNewGrey e suas vozes modulavam-se em tons médios e previsíveis. A paz era absoluta. A inovão, incremental. A surpresa, um conceito arcaico.

No alto da Torre de Síntese, onde a cor era mais pura e o silêncio mais profundo, trabalhava a Curadoria Central. E ali, entre os arquivistas, estava NaiNoi.

Enquanto todos manipulavam hologramas de dados com gestos precisos, NaiNoi tinha um pequeno desvio. Seus dedos, às vezes, traçavam formas livres no ar, não para comandar interfaces, mas por um impulso que ela mesma não compreendia. Seus olhos, da cor de âmbar escuro, às vezes perdiam-se não nos fluxos de informação, mas nas nuances quase imperceptíveis da luz refletida nas superfícies cinzas.

Um dia, catalogando os últimos arquivos físicos da era Pré-Consenso, ela encontrou uma cápsula selada. Dentro, não havia dados digitais, mas um objeto: um fragmento de cerâmica áspera, pintado à mão. Parte da tinta havia descascado, mas era possível ver traços de algo que não era SilverTNewGrey. Era um vermelho desbotado, como o do pôr-do-sol que ninguém mais via, pois o céu era permanentemente nublado de um cinza controlado.

E também havia uma palavra, rabiscada atrás do fragmento: “Canção”.

A palavra ecoou na mente de NaiNoi de uma forma que nenhum dado havia feito. Ela escondeu o fragmento nas dobras de seu uniforme.

Naquela noite, em seu cubículo de repouso, ela olhou para o vermelho desbotado. E pela primeira vez, sentiu uma falta. Uma ausência que não tinha nome no léxico atual. Colocou o fragmento contra a parede SilverTNewGrey. O contraste era quase violento. A imperfeição da cerâmica, a ousadia da cor extinta… era como um sopro de ar em uma sala selada há séculos.

E então, da sua garganta, saiu um som. Não era uma fala, nem uma modulação padrão. Era uma nota. Solta, trêmula, pura. Uma única nota que pairou no ar esterilizado do cubículo e pareceu fazer o próprio SilverTNewGrey ao seu redor recuar por um milésimo de segundo.

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