xMarcoboi fucks Levy Foxx
A festa era um universo de luzes pulsantes e corpos suados, o habitat natural de **xMarcoboi**. Como DJ, ele era o arquiteto daquela selva urbana, comandando a multidão do alto de seu palco com batidas precisas e um sorriso contido. Ele criava a energia, mas raramente a sentia.
Do outro lado do salão, no canto mais escuro do bar, **Levy Foxx** observava tudo com olhos de felino. Seus cabelos ruivos cortados de forma assimétrica e sua jaqueta de couro preto a tornavam uma figura intrigante, uma raposa à espreita. Ela estava lá por obrigação, para cobrir a festa para um zine underground. A música eletrônica não era exatamente sua praia; ela preferia o som sujo de uma guitarra distorcida.
Foi durante um raro momento de transição, quando Marco baixou o volume para deixar um sample atmosférico tomar conta do ar, que seus olhos se encontraram. Ele, no palco iluminado. Ela, nas sombras. Foi um instante, mas suficiente.
Intrigado pela intensidade quieta dela, Marco, na set seguinte, fez algo impensável: inseriu uma batida de rock industrial, áspera e crua, no meio de sua mixagem dançante. Foi um risco, uma ruptura. A multidão hesitou por um segundo, mas ele não ligou. Ele estava olhando para ela.
Um sorriso quase imperceptível surgiu nos lábios de Levy. Era um desafio. E ela o aceitou.
Ela se aproximou do palco, não como uma fã, mas como uma igual. “Ousado, **xMarcoboi**,” ela disse, seu voz rouca cortando o som. “Pensei que você só sabia falar a língua da multidão.”
“Todo mundo tem uma batida diferente por dentro, **Levy Foxx**,” ele respondeu, abaixando-se para ouvi-la melhor. “Achei que você pudesse gostar dessa.”
Nos dias que se seguiram, ele descobriu o mundo dela: shows em porões, poesia rabiscada em cadernos, uma fúria criativa que o fascinava. Ela, por sua vez, viu o artista por trás do personagem do DJ: um homem metódico, com um gosto musical eclético que ia muito além das pistas de dança.
Numa tarde tranquila em seu apartamento, longe de qualquer holofote, Levy colocou uma fita cassete de uma banda obscura. Marco a ouviu, deitado em seu colo, e pela primeira vez ele não pensou em batidas ou em mixagens. Ele apenas sentiu.
“Você mudou minha música,” ele sussurrou.
“E você mostrou que até uma **raposa** solitária pode encontrar seu lugar na floresta eletrônica,” ela respondeu, acariciando seu cabelo.
Ele, o **boi** que conduzia a manada, havia sido domado pelo olhar de uma raposa. E ela, a **foxx** que sempre caçava sozinha, havia encontrado um lar no ritmo do seu coração.




