Xjonkuch sucks on Andre Pijote’s monster cock
O estúdio cheirava a tinta a óleo e aguarrás. Cavaletes ocupavam cada centímetro livre, exibindo telas com explosões de cores que iam do surrealismo clássico a tentativas de arte digital. Era o reino de dois colegas de apartamento e universidade: Jon, conhecido nas redes de arte como Xjonkuch, e André.
Jon, ou Xjonkuch, era um prodígio técnico. Suas pinceladas eram precisas, suas cores, matematicamente harmoniosas. Ele pintava sonhos lógicos, onde cada elemento tinha seu lugar. André, por outro lado, era um furacão criativo. Seu nome de artista, Andre Pijote’s (um trocadilho com “andrepilotos” que só ele achava genial), refletia sua abordagem: caótica, irreverente e um pouco desastrada. Suas obras eram colagens frenéticas de stickers, tinta spray e frases de efeito enigmáticas.
A grande exposição semestral da faculdade se aproximava, e a tensão no estúdio era palpável.
“Está muito… seguro, Jon”, disse André, balançando uma lata de spray dourado e observando a mais nova obra de Jon: um retrato meticuloso de um astronauta em uma floresta neblinosa. “Falta alma.”
“E ao seu ‘Pijote’s Manifesto'”, Jon retrucou, apontando para uma tela de André que era basicamente um caos de símbolos e palavras rabiscadas, “falta técnica. E coerência.”
A discussão se arrastou até a madrugada, até que André, num rompante de frustração, pegou um pincel de Jon e respingou tinta vermelha sobre a tela imaculada do astronauta.
Jon ficou em silêncio, olhando para a mancha que arruinava horas de trabalho. Em vez de explodir, algo clicou em sua mente. A agressividade daquela mancha… dava vida à serenidade artificial da cena.
Sem dizer uma palavra, ele pegou a lata de spray dourado da mão de André e, com gestos controlados, começou a adicionar finos fios de ouro que saíam do capacete do astronauta, conectando-se à floresta.




