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Xessive Fucking – August Alexander, Cesar Xes

August Alexander era um monumento à ordem. Herdeiro de uma fortuna feita em mineração, seu mundo era de salas de reunião silenciosas, relatórios trimestrais e a pressão sutil de um sobrenome que era mais um fardo do que uma herança. Ele mantinha uma coleção de atlas antigos, seus únicos pontos de fuga eram os mapas de terras que nunca pisaria. Sua vida era um território mapeado, previsível e vazio, onde cada movimento era calculado. A paixão era um risco não contabilizado.

Cesar Xes era o caos criativo. Artista de rua e cartógrafo urbano informal, ele não fazia mapas de ruas, mas de almas. Suas obras eram enormes colagens e pinturas murais que retratavam a psique da cidade: os fios elétricos como neurônios, os becos como memórias esquecidas, os rios poluídos como veias entupidas. Seu nome artístico, “Xes”, vinha do hábito de marcar nos muros os lugares onde algo importante — bom ou ruim — tinha acontecido. Ele vivia de doações, café forte e a urgência de expressar o que a cidade sentia.

Seus caminhos se cruzaram no limite entre os dois mundos. A empresa de August estava revitalizando (leia-se: gentrificando) um bairro histórico. Cesar tinha um mural imenso lá, um retrato melancólico e lindo de uma velha fábrica, que estava marcado para ser coberto por uma camada de tinta cinza e letras douradas de um café artesanal.

August foi inspecionar o local pessoalmente, um hábito incomum ditado por uma inquietação que não entendia. Ele viu Cesar pela primeira vez não como um vândalo, mas como um homem possesso, pintando freneticamente, tentando terminar sua obra antes do fim. A imagem era de uma dor tão pura e uma dedicação tão feroz que atingiu August como um soco no estômago. Ele ordenou que a equipe parasse. Por um dia.

Cesar, sujo de tinta, enfrentou o homem de terno impecável.
— “Vem apreciar a arte antes do enterro, príncipe?” disse, com um sarcasmo cansado.
— “Eu quero entender”, August respondeu, inesperadamente sincero. “Explique o mapa.”

E Cesar explicou. Cada cor era um som, cada linha uma história. A fábrica não era só tijolo; era o pulso do bairro que parou. August, que só conhecia mapas de fronteiras e rotas comerciais, viu um novo mundo se abrir: um mapa de sentimentos, de história viva. Ele, que nunca ousara desviar um milímetro da rota traçada, estava fascinado pela ideia de mapear o invisível.

August começou a visitar Cesar, sempre com a desculpa de “avaliar o impacto cultural do projeto”. Nas noites frias do galpão abandonado que servia de estúdio, o herdeiro e o artista conversavam. August falava do peso do legado, da solidão no topo. Cesar falava da liberdade da rua, da solidão no fundo. August aprendia sobre camadas de tinta e história. Cesar aprendia sobre camadas de responsabilidade e poder.

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