Ty Roderick & Lee Sparks – Wrangled
O bar cheirava a whisky barato e segredos mal guardados. Ty Roderick ocupava a última mesa do fundo, o capuz abaixado, quando Lee Sparks entrou com o barulho de esporas invisíveis.
“Sabia que te encontraria aqui,” Lee disse, deslizando para a cadeira oposta sem cerimônia. Seus olhos verdes brilhavam na penumbra como brasas.
Ty não se moveu. “O que quer, Sparks?”
“Quero saber por que sumiu.” Lee inclinou-se para a frente, a voz baixando para um tom que só Ty podia ouvir. “A gente tinha um trato.”
“Tratos morrem. Pessoas também.”
Lee riu, mas o som não alcançou seus olhos. “Você não é desses que some sem dar satisfação. Então me diga: foi medo? Ou foi algo pior?”
Ty ergueu a cabeça. Pela primeira vez em semanas, encarou alguém de verdade. O rosto de Lee estava ali, familiar como uma cicatriz antiga.
“Foi você,” Ty respondeu. “Sempre foi você.”
O silêncio entre eles pesou como um acordo selado. Lee sorriu—daquele jeito que só Ty conhecia.
“Então me leva junto. Dessa vez, a gente some certo.”
Ty pegou o casaco. E pela primeira vez, não estava fugindo sozinho.




