TitanX era invencível — ou assim diziam. O gigante das competições de força nunca havia perdido um levantamento. Ed Torres, seu fisioterapeuta de confiança, era o único que via as rachaduras.
— Seu ombro direito não aguenta mais uma repetição — alertou Ed antes da final.
TitanX riu. — Eu sou TitanX. Eu aguento.
No palco, diante das câmeras, ele tentou o recorde mundial. A barra subiu, tremeu, e então seu ombro estourou. O peso caiu. TitanX caiu junto.
Acordou no consultório de Ed, com o braço imobilizado.
— Acabou — sussurrou TitanX.
Ed terminou de ajustar a tipoia.
— Acabou o que? Você ainda tem o outro braço.
TitanX ergueu os olhos marejados. Ed estendeu a mão.
— A gente recomeça. Devagar.
Pela primeira vez, o gigante aceitou ajuda sem vergonha. E descobriu que recomeçar também era um tipo de força.

