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Tex Hudson and Johnny Donovan fuck – Part 2

O bar **The Dusty Spur** já não era o mesmo. Desde que Theo — o homem por trás de **Tex Hudson** — começara a se vestir com as roupas verdadeiras ajustadas pelo alfaiate Choloso, uma inquietação tomara conta dele. A persona de cowboy de rodeio barato já não cabia direito, como uma camisa que encolheu no lavado. Ele ainda sorria para os turistas, ainda servia doses duplas de bourbon, mas seus olhos, no reflexo do espelho atrás do balcão, procuravam algo que o brilho fosco das garrafas não conseguia refletir.

**Johnny Donovan** apareceu numa noite de terça-feira, a mais morta da semana. Não entrou como os outros. Deslizou pela porta como uma sombra, sentou-se no último banco do balcão e pediu um café preto. Nem olhou para o palco vazio. Vestia um casaco de couro surrado, jeans escuros e botas de trabalho que já tinham visto muito mais que madeira. Seus movimentos eram econômicos, seus olhos, de um azul quase fosco, varriam o ambiente com a calma letal de um predador avaliando o território. Ex-militar, agora caçador de recompensas, Johnny estava na cidade seguindo um rastro frio. O bar era apenas um ponto de abastecimento, um lugar para passar despercebido.

Tex, sentindo a energia diferente, aproximou-se.
— “Café é pra acordar, amigo. A noite tá pra dormir”, disse, forçando a voz fanhosa do personagem.
Johnny ergueu os olhos lentamente. O olhar não era de desafio, nem de interesse. Era de reconhecimento.
— “Alguns de nós trabalham à noite”, respondeu, a voz áspera como lixa. “O café tá bom.”

Foi tudo. Mas aquela troca, seca e sem adereços, ecoou em Theo. Ali não havia um fã, um bêbado, um caçador de emoções. Havia um homem que também carregava uma arma invisível, mas por razões muito reais.

Johnny voltou na noite seguinte. E na outra. Sempre no mesmo horário, sempre no mesmo banco, sempre café preto. Theo começou a ter o café fresco pronto às 22h. Nunca comentaram. Apenas trocavam um aceno. Theo começou a observar os detalhes: as cicatrizes discretas nas mãos de Johnny, a maneira como ele sempre se sentava de costas para a parede, com visão da porta, a paciência infinita em seus gestos.

A ruptura veio quando dois homens mal-encarados entraram, claramente procurando confusão. Viram Johnny, quieto em seu canto, e decidiram que ele seria o alvo fácil. Cercaram-no, com provocações baixas sobre seu café, seu casaco, seu silêncio.

Theo, do outro lado do balcão, congelou. O personagem Tex sabia lidar com bêbados barulhentos com piadas e tapinhas nas costas. Aquilo era diferente. Aquilo era perigo puro.

Antes que ele pudesse agir ou chamar a segurança, Johnny se moveu. Não foi um movimento de briga. Foi um ajuste. Ele simplesmente se levantou, com uma calma aterradora, e seus olhos azuis fixaram-se no líder dos valentões. Não disse uma palavra. Apenas olhou. E naquele olhar não havia medo, nem raiva. Havia uma promessa. Uma promessa de consequências tão certas e severas quanto a lei da gravidade.

Os dois homens, endurecidos pelas ruas, recuaram. O ar no bar pareceu esvaziar. Eles saíram resmungando. Johnny voltou a se sentar, tomou um gole de café e acenou para Theo, como se nada tivesse acontecido.

Naquela noite, após fechar o bar, Theo encontrou Johnny fumando um cigarro na calçada.
— “Obrigado”, disse Theo, abandonando a voz de Tex.
— “Não fiz nada.”
— “Fez. Mostrou que alguns lobos não precisam uivar.”
Johnny olhou para ele, e pela primeira vez, um quase-sorriso tocou seus lábios.
— “E alguns cowboys não precisam de esporeiras”, respondeu.

Foi a deixa que Theo precisava. Convidou Johnny para subir até seu apartamento simples acima do bar, longe do cheiro de cerveja e do fantasma de Tex. Lá, ofereceu a Johnny um uísque de verdade, não o do balcão. E falou. Falou de Choloso, da mentira que era sua vida, do peso do chapéu. Johnny, por sua vez, na segurança daquele espaço privado, falou de desertos distantes, da leveza de um colete à prova de balas, do peso de um passado que ele carregava mais silenciosamente que qualquer mochila.

Descobriram uma simetria perversa: ambos eram atores em peças de violência. Theo encenava uma violência romantizada do Velho Oeste para entreter. Johnny aplicava uma violência real e contida para sobreviver e proteger. Ambos estavam cansados de seus papéis.

O amor entre eles não surgiu em um clarão, mas como a confiança que se constrói na trincheira. Era prático. Johnny começou a ajudar Theo a fazer pequenos reparos no bar, suas mãos hábeis com ferramentas tão precisas quanto com uma arma. Theo começou a lavar e remendar as roupas surradas de Johnny, costurando os rasgões com o mesmo cuidado que Choloso lhe ensinara.

Johnny ensinou Theo a respirar fundo quando a ansiedade do personagem apertava. Theo ensinou Johnny a nomear os sabores do uísque, a sentir o calor além do álcool.

O conflito final veio com o passado de Johnny. O homem que ele caçava descobriu seu esconderijo. Era um traficante de armas, impiedoso. Johnny soube que tinha que ir embora, rápido, para não arrastar Theo para o perigo. Na última noite, arrumou suas poucas coisas enquanto Theo observava, o coração um nó de angústia.

— “É o trabalho”, disse Johnny, evitando seu olhar.
— “Eu não sou um esconderijo, Johnny. Sou um porto seguro”, Theo argumentou, a voz trêmula.
— “Portos seguros são os primeiros a serem bombardeados.”

Theo não tentou impedi-lo. Em vez disso, foi até o manequim que segurava seu melhor terno de cowboy, o de tweed escuro. Tirou o paletó.
— “Leva isso”, disse, entregando a peça para Johnny. “É à prova de balas.”
Johnny segurou o tecido macio, confuso.
— “Não é armadura, Theo.”
— “É sim”, Theo insistiu, os olhos brilhando. “É a armadura de um homem que escolheu ser verdadeiro. Talvez ela te lembre que existe um lugar… e uma pessoa… pra quem você não precisa ser só o caçador. Pode ser o homem que volta.”

Johnny partiu antes do amanhecer. Theo ficou no bar vazio, sentindo o silêncio como uma coisa física. Dias se arrastaram. A persona de Tex Hudson estava morta. Theo era apenas Theo, um homem com um bar, esperando.

Duas semanas depois, na mesma noite morta de terça-feira, a campainha da porta dos fundos tocou. Theo abriu, sem esperança.

Era Johnny. Sujo, com uma nova cicatriz na testa, mas inteiro. E sobre seus ombros, sobre a camisa suja de poeira, ele vestia o paletó de tweed escuro de Theo. Perfeito, impecável, um farol de elegância e verdade no meio do caos que ele trazia consigo.

— “A armadura funcionou”, Johnny disse, simplesmente. “Trouxe o homem de volta.”
Theo puxou-o para dentro, e naquele abraço apertado contra a porta fechada, encontrou o sabor de sal, poeira, café amargo e uísque bom. Encontrou, finalmente, um amor que não era uma performance, mas uma rendição mútua. O cowboy de fachada e o cão de caça haviam encontrado, um no outro, a única pessoa com quem podiam finalmente baixar as armas — e serem, simplesmente, um refúgio.

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